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Belmonte

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Praias, história e o lindo Rio Jequitinhonha!

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Belmonte, conheça as praias, a história e o lindo Jequitinhonha

 

Belmonte é uma cidade histórica baiana localizada na Costa do Cacau e que faz fronteira com Santa Cruz de Cabrália, na Costa do Descobrimento. O município ainda é pouco explorado pelo turismo, mas guarda verdadeiros tesouros naturais e culturais. 

 

São aproximadamente 35 quilômetros de praias lindas, a exemplo do distrito de Mogiquiçaba, vilarejo bucólico que oferece uma variedade de cenários espetaculares entre o Rio Preto e o mar. 

 

É em Belmonte que o famoso Rio Jequitinhonha encontra sua foz, proporcionando uma linda orla fluvial repleta de casarões e armazéns que remontam aos tempos áureos do cacau. 

 

O histórico Jequitinhonha é uma atração à parte e proporciona passeios de barco inesquecíveis, que levam os turistas a praias selvagens, manguezais gigantes e antigas fazendas de cacau onde se produz chocolate artesanal.

 

Andar pelas suas ruas é um passeio deslumbrante e um reencontro com o passado, já que Belmonte preserva ruas inteiras de casarões coloniais ainda habitados. O clima pacato inspira uma boa prosa com os moradores, que ao final da tarde aparecem nas janelas, nas portas das casas e nas principais praças da cidade.

 

Um pouco da história de Belmonte

 

O nome Belmonte é uma homenagem à cidade homônima portuguesa, local de nascimento de Pedro Álvares Cabral. A região era habitada pelos kamakans, etnia indígena do tronco linguístico macro-jê, quando chegaram os jesuítas com o projeto de cristianização dos povos originários.

 

O povoado nasceu às margens do Rio Jequitinhonha, que no dialeto dos maxacalis corresponde a um “rio largo e cheio de peixes”. A partir de 1553, bandeirantes passaram a adentrar no rio, que passou a ser amplamente utilizado como curso para a expansão portuguesa aos sertões. Suas margens se tornaram palco de batalhas e matanças indígenas impostas por bandeirantes sanguinários em busca de minérios e escravizados.

 

Desde os primórdios da formação da primeira vila, a localidade se desenvolveu a partir do rio, seja pela sustentação primitiva da pesca, pela exploração do ouro e pedras preciosas no alto Jequitinhonha, ou pela lavoura de cacau em seu apogeu.

 

Com a descoberta do ouro nas Minas Gerais em 1734, a corrida pela exploração de minérios esvaziou a vila, cujos homens se enveredaram para os sertões pelo Jequitinhonha em busca de riquezas.

 

Temendo o contrabando das riquezas minerais pelos rios que acessavam as Minas Gerais e a zona aurífera baiana. A Coroa Portuguesa decidiu então por controlar as entradas para os sertões, proibindo acesso pelos rios e impedindo a abertura de caminhos e estradas para o interior. 

 

Assim, foram distribuídas sesmarias para formação de povoações nas fozes de importantes rios como o Jequitinhonha. O objetivo foi controlar o acesso às zonas de extração mineral, fator que potencializou o desenvolvimento da vila que se tornaria a cidade de Belmonte.

 

A partir do séc. XIX, Belmonte encontrou grande prosperidade na cultura do cacau, tendo sido a terceira cidade baiana a produzir a fruta do chocolate, atrás apenas de Canavieiras e Ilhéus. 

 

A partir de 1860, essa cultura se tornou sua principal fonte econômica, mas o grande apogeu econômico da cidade se deu entre 1890 a 1930. Nessa época, grande produção de cacau era armazenada em seus inúmeros armazéns espalhados na orla do Rio Jequitinhonha, sendo escoados por meio de grandes navios que ancoravam no porto.

 

Ainda hoje a cidade apresenta linda arquitetura colonial, com ruas largas e diversos casarões construídos por alguns dos mais famosos barões do cacau da região.

 

Nos primórdios, o povoado chamava-se São Pedro do Rio Grande, depois se tornou a Freguesia de Nossa Senhora da Madre de Deus em 1718, quando já havia presença de colonos vivendo mais ou menos pacificamente entre os religiosos e os aldeados indígenas.

 

Por fim, tornou-se a Vila do Jequitinhonha de Belmonte em 1764, sendo hoje a cidade de Belmonte.

 

Entenda a estrutura de Belmonte

 

O tempo parece ter congelado em Belmonte e a cidade dispõe de estrutura modesta composta por poucas pousadas, mas que costumam atender muito bem os seus visitantes.

 

Quanto aos restaurantes, além de ótimas opções na orla do Rio Jequitinhonha, destacamos aqui o magnífico passeio gastronômico de barco em Mogiquiçaba, que funde paisagens espetaculares do Rio Preto com a linda prainha fluvial do premiado Restaurante Xauá, liderado pelo Chef Gilmar Bittencourt.

 

O agito em Belmonte acontece nos barzinhos da orla fluvial, que funcionam nos antigos armazéns de cacau e oferecem um clima pitoresco para quem curte uma boa prosa regada a drinks e bebidas geladas.

 

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Belmonte está a 316 km de Ilhéus e a 130 km de Porto Seguro, sendo atendida, portanto, pelos aeroportos de ambas as cidades. 

 

Uma ótima opção para chegar na cidade com segurança e tranquilidade, é contratar um transfer, cujo receptivo já estará à espera no aeroporto da sua escolha. Também é possível contratar transfer para Mogiquiçaba e para os badalados destinos vizinhos de Santo André, Santa Cruz de Cabrália e Porto Seguro.

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