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Morro de São Paulo

Morro de São Paulo

Natureza, história e badalação!

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Morro de São Paulo

Conheça Morro de São Paulo, natureza, história e badalação!

Morro de São Paulo é um lugar de grande importância turística para o estado da Bahia e de relevância histórica para todo o país. Situado na Ilha de Tinharé, município de Cairu, o local teve destaque na época do Brasil Colônia devido à sua posição estratégica para a navegação. 

 

Sua vila foi fundada por Francisco Romeiro entre 1535 e 1536 e palco da chegada de piratas e corsários que infestavam suas águas, além dos holandeses no início do século XVII.

 

Da fusão entre os povos originários tupinambás, europeus e africanos que vieram escravizados, nasceu seu povoado, que chegou aos anos 70 como uma pacata vila de pescadores. De lá pra cá muita coisa aconteceu, mas o fato é que esse lugar já nasceu internacional, e continua lá, encantando visitantes do mundo inteiro todos os anos há quase 5 séculos.

 

Suas praias belíssimas atraem centenas de milhares de pessoas todos os anos, mas a ilha de Tinharé abriga outras jóias menos badaladas também. É possível fazer um passeio de barco para a Gamboa saindo do Morro de São Paulo, uma atração para toda a família. Outra opção é realizar o passeio de caminhonete para Garapuá, vilarejo encantador cuja praia é belíssima, repleta de coqueiros e piscinas naturais.

 

Sem contar o fantástico passeio “volta à ilha” de Tinharé, que sai do Morro de São Paulo e aproveita os lugares mais bonitos da ilha. O roteiro inclui as incríveis piscinas naturais de Moreré na Ilha de Boipeba, Garapuá e os bares flutuantes de Canavieiras.

 

O Morro de São Paulo é um lugar perfeito para caminhadas pelas praias, além de mergulhos em piscinas naturais com snorkel, com cilindro, passeios em bike aquática, canoa havaiana, barco, lancha, ou a simples visitação dos seus fantásticos monumentos históricos, todos acessíveis a pé. 

 

Um pouco da história do Morro de São Paulo

 

O Morro de São Paulo está localizado na rota das primeiras expedições portuguesas de exploração e patrulhamento, que aconteceram entre 1501 e 1535. Passaram por lá as expedições de Gaspar Lemos, Gonçalo Coelho e Cristóvão Jacques. A expedição mais importante foi a dos irmãos Martim e Pero Lopes de Sousa, que em 1530, deixou o primeiro registro escrito em diário de bordo sobre a presença da “Ilha de Tynhãréa”.

 

O termo vem do tupi e significa o que se adianta sobre a água, Ilha de Tinharé, aquela que avança sobre o mar, em alusão à sua posição geográfica.

 

Nesse período, seus habitantes eram os tupinambás, povos sedentarizados que viviam de pequena agricultura, especialmente a mandioca, da qual produziam farinha, beiju, dentre outros alimentos. Caçavam, pescavam, conheciam profundamente a Mata Atlântica e dominavam suas plantas e árvores para fins medicinais.

 

Com a divisão das Capitanias Hereditárias, o donatário Jorge Figueiredo Correa enviou Francisco Romero para iniciar o povoamento nas “suas” terras. Romero chegou ao canal de Tinharé por volta de 1535 ou 1536, em frente a um morro escalvado (falésia) o qual batizou com o nome de Morro de São Paulo.

 

Pouco se tem conhecimento sobre como se deu a relação entre portugueses e tupinambás no Morro de São Paulo nesse primeiro momento. Certo mesmo é que lá os portugueses fundaram um povoado onde passaram a plantar algodão. 

 

Passados alguns anos, Francisco Romero deslocou a sede da Capitania Hereditária do Morro de São Paulo para Ilhéus, sendo a mesma batizada como Capitania Hereditária São Jorge dos Ilhéus. A  partir de 1560, os jesuítas fundam algumas missões na região, de onde surgiram as cidades de Taperoá, o povoado da Ilha de Boipeba, Ituberá, dentre outras.

 

No início do século XVII, o capitão Lucas da Fonseca Saraiva, casado com D. Catarina de Góes, ergueu sua morada no alto do Morro de São Paulo e edificou uma capela na vizinhança, sob a invocação de Nª Sª da Luz.

 

Nesse período, o Morro de São Paulo recebeu piratas e corsários. Em 1624, serviu de apoio à esquadra holandesa composta por 25 navios sob o comando do general Jacob Willeckens e do almirante Pedro Petrid. Estavam os holandeses se preparando para invadir Salvador. Em 1625, a numerosa armada de Boudewijn Hendriczood se refugiou em Tinharé, quando soube que Salvador havia sido retomada pelos portugueses.

 

Em função dos riscos da presença de inimigos, os portugueses deram início à construção da Fortaleza Tapirandu a partir de 1626. A primeira etapa foi concluída em 1664, dando ao Morro de São Paulo o caráter militar a partir de então. Guarnecido militarmente, o Morro de São Paulo se tornou um importante produtor de farinha de mandioca, passando a abastecer as tropas militares até Salvador.

 

No séc. XVIII, a Fortaleza Tapirandu já contava com cinco construções interligadas por uma muralha de 678 metros de extensão. Dispunha de uma tropa composta por 183 homens e excelente artilharia, sendo uma das maiores e mais bem equipadas fortalezas da época. 

 

Foi nesse mesmo período que a Fonte Grande foi construída com o intuito de abastecer a vila e os militares. Na época, foi o maior sistema de abastecimento de água da Bahia colonial.

 

Em 1859, a família imperial Dom Pedro II e Teresa Cristina visitaram o Morro de São Paulo quando viajavam pelo litoral brasileiro. Com a transição do império para a república, o povoado caiu no esquecimento e seus habitantes passaram a viver isolados, se tornando uma vila de pescadores.

 

Somente a partir da década de 1970, o Morro de São Paulo voltou a receber forasteiros. Dessa vez foram os hippies, que passaram a chamar atenção deste lindo lugar para o mundo. Dos anos 1980 em diante, o pequeno povoado de pescadores passou a receber grande turismo, se transformando gradativamente em um dos principais pólos turísticos da Bahia.

 

Entenda a estrutura do Morro de São Paulo?

Trata-se de um dos destinos com melhor infraestrutura do Brasil. São aproximadamente 12 mil leitos espalhados pela vila e praias, para todos os gostos e bolsos, que vão desde hotéis de alto luxo até pousadas boutique sofisticadíssimas. O Morro também possui muitos flats, pousadas familiares, albergues, campings e casas de aluguel para temporada. 

 

Quanto à gastronomia, o Morro de São Paulo é especialista em culinária regional, mas não só ela, são diversos restaurantes que oferecem pratos de muitos outros países. Prepare-se também para afiar outros idiomas, já que o turismo internacional é bastante diversificado.

 

O Morro de São Paulo também é famoso internacionalmente pela badalação, e por lá, todos os  dias são de festa. Opções não faltam, as festas acontecem em barcos, nas suas praias paradisíacas ou em barzinhos intocados na Mata Atlântica. Portanto, prepare-se, pois alegria e diversão não faltarão na viagem!

 

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