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Ilha de Boipeba

Ilha de Boipeba

A ilha mágica da Bahia!

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Ilha de Boipeba

Conheça Boipeba, a ilha mágica da Bahia!

 

Boipeba é uma das ilhas que compõem o Arquipélago de Tinharé, município de Cairu localizado na região do baixo sul baiano. É banhada pelo oceano de um lado e pelo rio do Inferno do outro. Devido à riqueza de seu patrimônio natural, a região foi reconhecida pela UNESCO como Reserva da Biosfera e Patrimônio da Humanidade. Portanto, pode esperar cenários belíssimos e muito bem conservados.

 

A vila da Velha Boipeba foi fundada ainda no século XVI pelos jesuítas e guarda muitas histórias dos primórdios da colonização portuguesa. Sua rica cultura é oriunda dos povos originários tupinambás, de escravizados e colonos portugueses.

 

Boipeba possui lindas festas tradicionais como a do Divino Espírito Santo, que acontece em torno da antiga igreja jesuíta do Divino Espírito Santo. Aliás, manifestações culturais não faltam em Boipeba, que também oferece grupos folclóricos como o Zambiapunga. Trata-se de mascarados que saem às ruas sob música do toque de enxadas, uma tradição de raízes ainda pouco conhecidas por antropólogos e historiadores.

Quem busca relaxamento pode desfrutar das dezenas de passeios diários de barco, tendo como expoente o passeio de lancha “volta a ilha” de Boipeba. O roteiro passa por alguns dos lugares mais bonitos da ilha, a exemplo das piscinas naturais de Moreré e da praia da Ponta dos Castelhanos.

 

O passeio em canoa tupinambá também costuma encantar os visitantes, percorrendo os belíssimos túneis de manguezal numa embarcação ancestral.

 

Boipeba também oferece passeio em canoa polinésia pelas praias da Cueira e Moreré, passeio em caiaque e pranchas de SUP pelos belíssimos rios e manguezais da região e passeio em quadriciclo pelas praias mais bonitas da ilha. Os mais aventureiros podem seguir por trilhas cercadas pela exuberante Mata Atlântica da ilha e contemplar bem de pertinho a grandeza da fauna e flora da região. 

 

Além disso, o pôr do sol costuma ser muito especial por lá, com o entardecer colorindo suas paisagens estonteantes. Quanto à noite, pode esperar muito charme na Praça Santo Antônio, com diversos barzinhos e lindos restaurantes funcionando a todo vapor. As noites em Boipeba são excelentes para degustar proezas da gastronomia regional e também internacional.

 

Um pouco da história da Ilha de Boipeba

 

Boipeba deriva da expressão tupi M’boi Pewa, que significa cobra-chata, em referência à tartaruga marinha. A ilha era habitada por tupinambás quando em sua região ocorreu o naufrágio castelhano da nau Madre de Dios em 25 de julho de 1535, o primeiro contato entre nativos e europeus em Cairu que se tem documentado.

 

A localização não é precisa, podendo ter sido em qualquer praia entre Tinharé e Boipeba. Mas há uma grande probabilidade de ter ocorrido na extremidade sul da ilha, em uma praia conhecida hoje como Ponta dos Castelhanos em homenagem ao naufrágio.

 

Pesquisa atual sobre o naufrágio da nau Madre de Dios atesta que os espanhóis desembarcaram e passaram 8 dias em paz com os tupinambás. Nesse período, realizaram acordos e contratos, quando alguns cristãos começaram a adentrar no interior, pouco a pouco, como se fossem gente sem capitão e mal governada.

 

O que leva a crer que algum crime os espanhóis cometeram para enfurecer os tupinambás, que foram à praia e trucidaram 90 espanhóis, sendo que 20 deles conseguiram fugir em uma chalupa.

 

Era o ano de 1565, quando o segundo donatário da Capitania São Jorge dos Ilhéus Lucas Giraldes ordenou que seu procurador Baltazar Ferreira Gaivoto criasse as vilas de Cairu, Camamu e Boipeba. Mas devido às lutas com os aimorés, isso só se efetivou entre 1608 e 1610.

 

Os jesuítas chegaram ao final do séc. XVI, iniciando a catequese dos tupinambás e abrindo o quadrado característico para iniciar a missão. O local ainda possui a mesma configuração geográfica e hoje é conhecido como Praça Santo Antônio.

 

Com a construção da vila, foi erigida a Igreja do Divino Espírito Santo em 1610, em substituição à primitiva capela jesuíta que não se sabe a exata localização.

 

Em Boipeba, os tupinambás ainda vivem e estão nos traços genealógicos e no comportamento dos seus habitantes. Na gastronomia, nas canoas, na pesca e mariscagem, na produção da farinha de mandioca e de diversos artigos como redes e cestarias de palha.

 

Em seu apogeu, a vila de Boipeba foi importante produtora de farinha, e juntamente com as vilas de Cairu e Morro de São Paulo, abasteciam a região de Salvador e Recôncavo. 

 

Sabe-se que os aimorés guerrearam freneticamente por todo o litoral sul da Bahia e muitos dos colonos das capitanias de Porto Seguro e Ilhéus fugiram e se abrigaram nas ilhas de Tinharé, Cairu e Boipeba.

 

Fato este que gerou grande desenvolvimento na região entre os séculos XVI e XVIII. A partir de meados do séc. XVII, a paz com os aimorés levou muitos colonos de volta a Porto Seguro e Ilhéus, empobrecendo e levando Boipeba ao esquecimento. 

 

A Ilha é naturalmente protegida por recifes de corais e possui duas barras rasas que não permitiam a entrada de grandes embarcações. Seu difícil acesso pelas águas em detrimento à facilidade de acesso ao Morro de São Paulo teriam protegido Boipeba de invasores indesejados. Também dificultou a chegada de colonos que necessitavam transitar em embarcações de menor porte, a exemplo das canoas tupinambás.

 

Isso explica muito sobre o fato de Boipeba ter chegado em plena década de 1990 praticamente intacta. Sua comunidade miscigenada e descendente de portugueses, africanos e tupinambás viviam exclusivamente da pesca, mariscagem e extração da piaçava. 

 

Transformação mesmo, somente na paisagem litorânea, sendo sua vegetação de Mata Atlântica extraída para construção naval e substituída por fazendas de coqueiros. Atualmente, o turismo vem chegando com força e reconfigurando a ilha como um todo.

 

Entenda a estrutura de Boipeba

São aproximadamente 2 mil leitos distribuídos em pousadas boutiques, casas de aluguel para temporada, albergues e campings. Você pode se hospedar em estilo pé na areia, tanto numa pousada de luxo, como num camping rústico, numa pousadinha no centro ou incrustada no alto de um morro repleto de Mata Atlântica. Assim, Boipeba atende muito bem a todos os perfis de turistas.

 

A gastronomia da ilha é uma das mais originais da Bahia e isso se dá por conta da grande influência tupinambá em seus pratos. São sabores genuínos e muito especiais praticados por restaurantes especializados em gastronomia regional, mediterrânea e de diversos locais do mundo.

 

Boipeba é um lugar de natureza farta, verdadeiro convite a caminhadas incríveis por praias praticamente intocadas. Sua vegetação é belíssima e composta por restinga, coqueiros, amendoeiras, manguezais e mata atlântica. Possui mar calmo, verde cristalino e formação de muitas piscinas naturais repletas de biodiversidade marinha. 

 

Sem dúvida alguma, a Ilha de Boipeba é um dos destinos mais especiais do Brasil!

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Chegar em Boipeba não é uma tarefa fácil, já que, em geral, necessita da fusão de transportes terrestres e marítimos. Assim sendo, a Bahia Terra Turismo facilita esse processo, oferecendo diversos transfers que vão desde táxi aéreo, ao semi-terrestre catamarã e 4x4 via Morro de São Paulo, entre outros. 


Uma ótima pedida é contratar o transfer semi-terrestre de Salvador para Boipeba via Graciosa, que conta com automóveis novos e climatizados e lanchas rápidas do Atracadouro Graciosa até Boipeba.

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