top of page
Piatã, Chapada Diamantina: guia da cidade mais fria do nordeste

Postado dia 23/05/26 | 12min. de leitura

Piatã, Chapada Diamantina: guia da cidade mais fria do nordeste

0 comentário

0 curtida

2054 visualizações

A charmosa Piatã, Bahia, é a cidade mais alta do nordeste brasileiro, portanto, também a mais fria. No inverno, sua temperatura chega aos 6 °C, podendo cair ainda mais até 0 °C em ocasiões extraordinárias no topo das suas serras. Frio que contrasta com o famoso calor nordestino e que torna Piatã uma pérola para quem curte turismo nessas condições climáticas.

Mas a cidade também possui outras características que a tornam um paraíso a ser descoberto, sendo local histórico e repleto de monumentos relevantes. 

Seu território ainda abarca alguns sítios arqueológicos com pinturas rupestres neolíticas e uma natureza digna dos mais belos cenários da Chapada Diamantina

Continue conosco e descubra seus encantos!

Jardim de Margaridas no centro histórico de Piatã
Jardim de Margaridas no centro histórico de Piatã

História de Piatã na Chapada Diamantina: principais marcos

No séc. XVII, a região que hoje compreende Piatã, na Chapada Diamantina, era habitada por etnias como Maracás e Cariris, que viviam em sociedades de subsistência e integradas com o bioma de altitude. Ainda nesse período, a região foi invadida por bandeirantes paulistas, quando o isolado território foi visto como possibilidade de expansão da colonização.

A descoberta de jazidas de ouro no início do século XVIII (1718-1725) por garimpeiros e bandeirantes transformou radicalmente a dinâmica local. O arraial, inicialmente chamado de Bom Jesus dos Limões, com o tempo passou a ser conhecido como Bom Jesus dos Garimpos em razão do extrativismo mineral.

A riqueza gerada pela extração do ouro logo concretizou grandes obras, como a construção da Igreja Matriz do Bom Jesus e um importante casario colonial ao seu redor, consolidando a formação da classe dominante, que enriqueceu utilizando a força do trabalho escravo de indígenas e africanos. 

Em 1725, o coronel e sertanista Pedro Barbosa Leal abriu um caminho que ligava as cidades de Rio de Contas e Jacobina. Era a Estrada Real que passava pelo povoado de Bom Jesus dos Limões e tinha por objetivo conectar os dois polos produtores de ouro. Assim, esperava-se erradicar o contrabando por meio desta, que era a única rota oficial autorizada pela Coroa para o tráfego de tropeiros, mineiros e mercadorias entre o norte e o sul da Chapada.

Além disso, a rota teve a instalação autorizada de postos de registro e de passagem, como Casas de Fundição e paradas de pedágio, onde a Coroa cobrava a quinta parte que determinava como do seu direito. 

Tal rota do ouro gerou o desenvolvimento do arraial Bom Jesus do Limão e o estabelecimento de um forte comércio, incentivado pela massiva presença de tropeiros e aventureiros em busca das lavras de ouro da região.

A Capela de Nossa Senhora do Rosário é uma demonstração do contraditório no arraial e, diferentemente da Igreja do Bom Jesus, foi erigida em 1765 pela Irmandade de Nossa Senhora do Rosário dos Pretos. Seus construtores foram os marginalizados daquela sociedade, trabalhadores escravizados e libertos, com grande predominância aos de origem africana.

Com a escassez do ouro, a classe dominante mineradora se tornou aristocracia rural e o isolamento geográfico favoreceu o desenvolvimento do Coronelismo, sendo Piatã parte da zona de domínio do famoso coronel Horácio de Matos. Por influência desse movimento, em 1931 o município adotou o nome Piatã, que em tupi significa "pé firme" ou "fortaleza".

Bibliografia

AZEVEDO, Paulo Ormindo de. Inventário de Proteção do Acervo Cultural da Bahia - Monumentos e Sítios da Serra Geral e Diamantina. v. IV. Salvador: Secretaria da Cultura e Turismo, 1978.

MORAES, Walfrido. Jagunços e heróis: a Civilização do Diamante nas lavras da Bahia. Brasília: Câmara dos Deputados, Coordenação de Publicações, 1984.

NEVES, Erivaldo Fagundes. Caminhos do Sertão: Ocupação territorial, economia e sociedade na Bahia Colonial. Feira de Santana: UEFS Editora, 2007.

SAMPAIO, Teodoro. O rio São Francisco e a Chapada Diamantina. São Paulo: Companhia das Letras, 2002.

Como chegar em Piatã

Arco-íris rodovia BA-148 Piatã Chapada Diamantina
Arco-íris na rodovia BA-148 chegando em Piatã - Chapada Diamantina

A 557 quilômetros de distância da capital baiana, para chegar em Piatã em carro próprio ou alugado, é preciso viajar por aproximadamente 8 horas, seguindo pelas rodovias BR-324, BR-116, BA-046, BA-245 e BA-148.

Para quem vai de ônibus, a viagem é bem complicada, pois não há linha direta saindo de Salvador. Neste caso, é preciso viajar por 8 horas para Mucugê e, de lá, tomar um táxi por mais 2 horas, cobrindo mais 106 quilômetros até Piatã.

Uma ótima opção é contratar um transfer direto, que poderá te buscar no desembarque do seu avião em Salvador, ou no hotel onde estiver hospedado. Assim, você terá uma viagem super confortável em um automóvel novo e climatizado, guiado por um motorista profissional e conhecedor das estradas da região.

O que fazer em Piatã: 13 lugares para visitar

Com 1.268 metros acima do nível do mar, Piatã está no topo da Chapada Diamantina e entre duas grandes serras: a de Santana e a da Tromba. Assim sendo, é a cidade mais alta do Nordeste brasileiro e sua região abriga trilhas que levam a lindas cachoeiras, planaltos repletos de morros belíssimos e sítios arqueológicos de pinturas rupestres do Neolítico.

Por se tratar de uma cidade histórica do ciclo do ouro na Bahia, oferece alguns monumentos relevantes, além de resquícios de casarios coloniais. Porém, ficou muito conhecida por ser uma das principais produtoras de café especial do Brasil, o que a torna um destino excepcional também para os amantes da bebida.

Confira agora 13 coisas legais para fazer em Piatã!

1. Igreja Matriz do Bom Jesus

Fachada Igreja Matriz do Bom Jesus em Piatã Chapada Diamantina
Fachada da Igreja Matriz do Bom Jesus em Piatã - Chapada Diamantina

A Igreja Matriz do Bom Jesus é o monumento mais antigo da cidade e sua construção foi parte da criação do Arraial Bom Jesus dos Limões entre 1726 e 1730. 

Ela fica na Praça Vigário Souza, e o casario antigo ao seu redor já foi bastante alterado. Trata-se de uma igreja muito fotogênica, tanto pelo quesito arquitetônico, como por proporcionar belos ângulos entre as serras de Santana e da Tromba.

Seu interior é composto por: nave, capela-mor, duas sacristias, alguns salões e uma pequena sineira. O altar-mor e os laterais ao cruzeiro são neoclássicos e, no lado direito, há um altar de talha setecentista. 

Toda a nave é decorada com arcanjos tocando instrumentos musicais e, na imaginária, destacam-se: N. Sra. da Conceição, S. José de Botas, Sra. Santana e S. Miguel. Também é possível observar as pias batismal e de água benta, ambas em pedra.

2. Capela de Nossa Senhora do Rosário

Apesar dos negros não serem proibidos de adentrar na Igreja Matriz do Bom Jesus, o cotidiano colonial praticava um certo tipo de proibição social por meio de convenções submetidas a divisões de classes e preconceito racial. Por essa razão, construíram a Capela de N. Sra. do Rosário em 1765, onde inclusive puderam enterrar seus mortos.

Capela de Nossa Senhora do Rosário Piatã Chapada Diamantina
A Capela de N. Sra. do Rosário é um símbolo da resistência negra ao processo colonial português em Piatã - Chapada Diamantina

Construída predominantemente em adobe e alvenaria de pedra local, a capela é simplória e seu interior denota a distinção das igrejas de ordens ricas. Apresenta nave, capela-mor e duas sacristias, sendo somente a capela-mor forrada. O piso da nave é formado por tampas de madeira, onde estão sepultados antigos membros da irmandade e moradores pobres.

Seu pequeno acervo é dotado da imagem em madeira de N. Sra. do Rosário e dois sinos de bronze.

3. Cachoeira do Patrício

A Cachoeira do Patrício é uma das mais lindas da Chapada Diamantina. Uma beleza que vai se revelando aos poucos durante a trilha e culminando em uma explosão de emoções quando se apresenta por completo. 

Com 32 metros de queda livre, a força dessa cachoeira é tão impactante que, ao se chocar com as rochas, gera uma incrível poeira de água fina que torna o ambiente ainda mais encantador.

O local é realmente mágico, com paredões rochosos emoldurados por mata ciliar e um pequeno poço para banhos geladíssimos! Com cuidado, vale a pena caminhar pelas pedras e se posicionar bem embaixo dela para um banho único! Outra dica é se sentar em uma pedra frontal para produzir aquela foto especial.

O nome da cachoeira vem do antigo proprietário das terras onde está situada, o Seu Patrício, que a descobriu durante uma de suas caçadas

Para chegar até lá, são cerca de 20 minutos de carro e 15 minutos em uma trilha que, apesar de curta, oferece um certo grau de dificuldade em razão de mergulhar profundamente no cânion. O retorno é ainda mais cansativo, pois a subida é bem vertical.

4. Cachoeira do Cochó

Cachoeira do Chocó Piatã Chapada Diamantina
A linda Cachoeira do Chocó em Piatã - Chapada Diamantina

A Cachoeira do Cochó é singular e deve ser aproveitada por toda a família em um lindo dia de sol. O local oferece uma prainha encantadora, de frente para um paredão circular onde a cachoeira rompe e deságua num poço enorme. É mais uma cachoeira perene de Piatã que não depende de chuvas para acontecer. 

Por ser um poço completamente aberto, o sol incide no local praticamente o dia todo, e isso torna sua água menos gelada que as demais na região, proporcionando banhos deliciosos e momentos inesquecíveis.

Outra facilidade é o acesso, sendo o percurso quase todo feito de carro. São cerca de 40 minutos entre estradas de asfalto e barro até o estacionamento onde inicia a trilha. Em seguida, em uma caminhada super leve e plana de apenas 5 minutos se chega ao local.

5. Cachoeira da Luz

Cachoeira da Luz Piatã Chapada Diamantina
Cachoeira da Luz em Piatã

A Cachoeira da Luz pode ser conjugada no mesmo passeio que leva para a Cachoeira do Patrício. Sem dúvida alguma, é uma das mais bonitas da Chapada Meridional, com uma queda larga, alta e forte, além de um ambiente super preservado. 

É possível chegar embaixo dela caminhando, já que a cachoeira não tem poço. E as pedras que formam em sua frente são ótimas para deitar, meditar e relaxar ao sol, ouvindo a sedutora canção das águas.

Para chegar até ela saindo do centro da cidade, são aproximadamente 30 minutos de carro, sendo 20 minutos em asfalto e 10 em estrada de barro. A partir do estacionamento, a trilha é curtinha e dura apenas 5 minutos andando.

6. Pico do Barbado

Com 2033 metros de altitude, o Pico do Barbado é o topo do Nordeste e está localizado entre Piatã, Rio de Contas, Rio do Pires e Abaíra. Ele faz parte da imponente Serra da Mesa e, para chegar até lá partindo de Piatã, é preciso seguir de carro por cerca de 1h20 até o pé da montanha, um belo mirante situado em Catolés de Cima, distrito de Abaíra.

A trilha de ascensão completa dura aproximadamente duas horas e meia, sendo a primeira parte uma caminhada mais leve até a “Forquilha” e, dali em diante, uma subida vertical e pesada de escalaminhada até o topo. 

Todo o percurso é belíssimo, a começar pela passagem pelo povoado histórico de Catolés, situado em um dos mais lindos vales de toda a Chapada Diamantina. Ao chegar ao cume, a vista é estupenda, um ângulo de 360º que vislumbra os picos mais altos do Nordeste, dentre eles, o cônico Pico Itobira e o imponente Pico das Almas.

7. Serra do Tromba

Situada integralmente em Piatã, a Serra da Tromba se eleva verticalmente como um imenso paredão rochoso que emoldura a cidade. 

Possui uma extensão de aproximadamente 30 quilômetros e altitudes médias acima dos 1.300 metros, sendo que seu ponto culminante atinge 1.710 metros. E é exatamente nessa altitude que nasce o Rio de Contas, que percorre 620 quilômetros exclusivamente na Bahia até encontrar a sua foz em Itacaré.

Serra da Tromba nascente do Rio de Contas Piatã Chapada Diamantina
A imponente Serra da Tromba, local da nascente do Rio de Contas em Piatã

Chegar ao topo desse incrível monumento natural é uma aventura e tanto, e Piatã é o ponto de partida! A trilha tem 3,5 quilômetros de subida e exige bom preparo físico, mas todo esforço é recompensado com cenários inacreditáveis! O cume é um mirante sensacional e proporciona vista espetacular de Piatã, da Serra de Santana e boa parte dos picos mais altos do nordeste.

8. Serra de Santana

A cidade de Piatã está aos pés da Serra de Santana, que fica literalmente no quintal da Igreja Matriz do Bom Jesus, onde inclusive existiu uma importante jazida de ouro da cidade.

Atualmente, ela é parte do Parque Natural Municipal Serra de Santana, que oferece um belo roteiro de romaria religiosa com cerca de 1,7 km de subida até a Capela do Senhor do Bonfim, situada no meio da serra. 

No período da Semana Santa, acontece uma linda peregrinação com o padre liderando mais de 200 fiéis em uma caminhada até a capela. No caminho, pequenos cruzeiros marcam estações onde os peregrinos realizam paradas para orações e o padre realiza sermões sobre passagens bíblicas.

Também é possível ir até o cume, que possui 1.662 metros de altitude e descortina toda a cidade, a Serra da Tromba e outros segmentos da Cordilheira do Espinhaço. Ir até lá para curtir o pôr do sol é uma das atrações mais emblemáticas de Piatã.

9. Serra do Navio no Vale dos Três Morros

Toda essa região pode ser acessada de carro SUV e 4X4, já que suas estradas de barro não oferecem boas condições para carros baixos. O passeio pode ser conduzido por guia local e começa mergulhando no Vale dos Três Morros, com pontos de parada para fotografia e observação da linda Serra do Navio.

Em seguida, é possível subir ao cume da Serra do Navio (1.870 metros de altitude). A trilha inteira dura cerca de 1h30, sendo 30 minutos planos pelos gerais e 1 hora de ascensão vertical, onde ocorrem alguns trechos de escalaminhada. 

O visual lá de cima é espetacular e proporciona um entendimento mais amplo das altas montanhas da Chapada Diamantina Meridional.

Para os mais aventureiros, é possível realizar a ascensão ao cume da Serra do Navio com pernoite, o que certamente proporcionará momentos inesquecíveis, incluindo pôr do sol e alvorada. 

À noite a temperatura baixa consideravelmente, uma oportunidade de aproveitar o frio da montanha e a própria experiência de acampar em um dos pontos mais altos da Bahia.

10. Pinturas Rupestres

Os principais sítios arqueológicos ficam no Vale dos Três Morros, com painéis de pinturas rupestres no Morro Redondo, na Serra do Gentio, na Serra do Navio e na região conhecida como Vaca Seca. Mas também existem pinturas rupestres com pequenas gravuras na Malhada de Areia, nos Gerais e na região da Bocaina.

Painel de pinturas rupestres no Vale dos Três Morros em Piatã historiador Márcio Torres  guia Arialdo
Painel de pinturas rupestres no Vale dos Três Morros em Piatã - Foto: o Historiador Márcio Torres com o Guia Erialdo "Rio"

Há a possibilidade de um passeio exclusivo para visitar pinturas rupestres, como também fragmentá-los em passeios conjugados com outras atrações e que passam próximos de sítios arqueológicos. 

11. Alto da Chapada

Fazenda capril Alto da Chapada Piatã
Lindo espaço que recebe os turistas na fazenda capril Alto da Chapada

Visitar a fazenda e capril Alto da Chapada é uma experiência única. O empreendimento familiar fica no Sítio Capão, saída da cidade em direção à BR-242. Ele ficou muito famoso pela criação de cabras e produção artesanal de derivados do leite da cabra, a exemplo de laticínios, cosméticos e licores. 

Com agendamento prévio, é possível fazer uma visita guiada, com direito a cafezinho especial, degustação e opção de compras em uma lojinha super transada que oferece diversos produtos locais.

12. Coopiatã

A Coopiatã (Cooperativa de Cafés Especiais e Agropecuária de Piatã) foi fundada em 2016 por produtores da agricultura familiar com o objetivo de concentrar recursos e valorizar o café especial produzido na cidade. 

Estante cafés especiais Coopiatã
Estante com exposição de cafés especiais produzidos na Coopiatã

Por meio de cursos e aprimoramento técnico dos seus cooperados, atualmente garante produções com rigorosos manejos artesanais que vão desde a colheita seletiva dos frutos maduros até a secagem em terrenos suspensos.

A cooperativa possui diversas marcas de cafés premiados e é reconhecida mundialmente, especialmente após vencer premiações de concursos aclamados como o Cup of Excellence

Se você é apaixonado por café, visitar a sua sede localizada no centro da cidade é uma rica oportunidade de aprender sobre o café e sair de lá com a sacola cheia.

13. Fazenda e Cafeteria Rigno

Antônio Rigno é pioneiro na produção de café especial em Piatã, tendo iniciado seu cafezal na década de 1980. A Fazenda Rigno Café é uma das propriedades cafeeiras mais prestigiadas do Brasil, atuando como o grande motor que projetou o terroir de altitude de Piatã para o mercado mundial de cafés especiais. 

Conhecer a fazenda é ver todo o processo do café especial, desde o plantio até a torra, sendo acompanhado por pessoas competentes e muito atenciosas. Vale lembrar que o Café Rigno é tetracampeão do Cup of Excellence Brasil, o principal concurso de qualidade de café do mundo. E ainda dá para fazer compras, adquirindo o café mais premiado a preço de custo!

Por fim, não deixe de visitar a Cafeteria Rigno no centro da cidade, ótimo lugar para tomar o excelente café Rigno e provar outras delícias.

Onde se hospedar em Piatã

Hospedagem Casinha da Mila Piatã Chapada Diamantina
A Charmosa Casinha da Mila em Piatã

A cidade de apenas 18 mil habitantes possui poucas opções de hospedagem, dentre elas a linda Pousada Museu de Piatã, que oferece ótima infraestrutura, com quartos amplos, estacionamento e o melhor café da manhã de Piatã.

Outra opção é o Hotel Tibério Filho, que recém inaugurado, oferece infraestrutura completa e moderna, composta por suítes amplas, climatizadas, e serviço de quarto. Além disso, tem estacionamento privativo, excelente café da manhã e localização privilegiada no centro da cidade.

Por fim, destaco a linda e aconchegante Casinha de Mila, para quem busca mais privacidade e se hospedar no pé da bela Serra de Santana. É uma típica hospedagem serrana, com arquitetura estilosa e um mezanino de madeira que é puro charme.

Onde comer em Piatã

Em Piatã se encontram ótimos restaurantes com diversas opções gastronômicas, como comida caseira, pizzaria e churrascaria, além de lanchonetes. 

Vista aérea Restaurante Boca da Mata Piatã
Vista aérea do Restaurante Boca da Mata em Piatã - Reprodução / @restaurantebocadamata

Para quem busca comida típica da região, vale muito a pena conhecer o Restaurante Rancho do Mané, que oferece comida regional feita em fogão à lenha. 

Também tem o Restaurante Boca da Mata, verdadeiro refúgio situado aos pés da Serra de Santana, que proporciona comida regional deliciosa e ambiente maravilhoso para passar uma tarde em família. 

Portanto, prepare-se para provar uma boa galinha caipira, delicioso feijão tropeiro e a carne do sol com aipim mais famosa de Piatã, além de provar deliciosas sobremesas feitas lá mesmo.

Por fim, não poderia deixar de indicar a Pizzaria Mamma Mia, localizada em frente à rodovia BA-148, na entrada da cidade. Massa fina, deliciosa e com sabores super variados.

Guia Profissional em Piatã

Guia Piatã Erialdo Rio Chapada Diamantina
O guia de Piatã Erialdo "Rio"

Filho da terra, Erialdo “Rio” é uma unanimidade na cidade. O cara é brigadista e conhece profundamente os caminhos montanhosos da sua região. E quando falo que conhece, não estou dizendo apenas das rotas. Ele sabe sobre a biodiversidade como poucos, além da geografia e também sobre a história local. Ainda é um explorador apaixonado pelos sítios rupestres e uma simpatia como pessoa. 

Telefone Erialdo “Rio”: (77) 99148-5737

Agora que você já tem em mãos este guia completo sobre Piatã, Bahia, conheça também a cidade de Abaíra, nacionalmente conhecida como a terra da cachaça. Ela é vizinha de Piatã e oferece uma grande riqueza histórica, cultural e natural, sendo um destino fundamental para quem busca explorar a incrível e montanhosa Chapada Diamantina Meridional.


Por Márcio Vasconcelos de O. Torres

Historiador e viajante - marciotorresbb@gmail.com

Escreva um comentário

Deixe seu comentário

Deixe seu comentário

Deixe seu comentário

Deixe seu comentário

bottom of page